
Elis Regina, uma das maiores cantoras da história da música brasileira, com toda maestria, talento e persistência, se eternizou em mentes e corações, em rádios, que ainda hoje tocam seus clássicos, em amantes da boa música que ainda a tem como grande referência.
Elis se foi precocemente, aos 36 anos, deixando três filhos ainda crianças e toda uma sociedade órfã de sua vitalidade, musicalidade e ousadia. Mas sua história não foi atoa e jamais caiu no esquecimento, sequer poderia. A vida e trajetória de Elis Regina agora é contada em um lindo filme dirigido por Hugo Prata.
O filme ‘Elis’, mostra uma mulher firme em busca de seus objetivos, mas também alguém sensível em meios as críticas, as dificuldades da vida e as suas próprias perturbações. Para interpretar essa grande cantora, a atriz Andreia Horta, em um show de profissionalismo e entrega.
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Foto Elis: Reprodução / Internet
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A história, contada a partir de sua juventude, traz uma Elis determinada e cheia de si, que viaja com o pai até o Rio de Janeiro em busca de uma proposta de gravadora que não dá muito certo. Decepcionada com o fato e com dificuldades financeiras, a menina convence o pai a ficar um pouco mais no Rio, insiste em testes, vai a lugares, se lance dentre desafios e conquista lugar em uma casa noturna. Lá, ganha notoriedade e parte a voos maiores, se tornando até mesmo apresentadora de TV, junto a Jair Rodrigues. Mesmo em constante acensão, a sua vida e carreira nem sempre foram fáceis. A essa altura, já morando só, Elis criou um novo som, o MPB; casou-se, viajou pelo mundo e recebeu grandes prêmios, tornou-se mãe, traiu e foi traída, sofreu com a ditadura e a recusa popular e midiática, encontrou novo amor, aumentou a família, deu a volta por cima e voltou ao auge da carreira… foi multi e brilhante em tudo que se dispôs fazer; mas isso não era tudo.
O filme também traz uma Elis insatisfeita com a vida. Desde nova ela queria ser diferente, e foi. Ela quis ser livre e apresentar ao mundo, com seu canto, o seu interior. Mudava sempre que achava necessário, mas tinha sempre o desejo de novas mudanças. Queria ser compreendida, mas talvez não soubesse expressar bem o que queria, ou sequer sabia o que seria e foi tanta dúvida e esse sentimento de incompreensão do mundo que a levou a seu fim. Elis intensificou o uso de drogas e bebidas e estes os tiraram do amor, dos filhos, da vida. Certa noite, misturou drogas/remédios e bebidas ao sentimento de incompreensão, foi fatal. Morreu em 1982 deixando em todos nós um vazio que ninguém jamais preencherá.
E se você ainda não assistiu ao filme, um conselho, ASSISTA!
